Confira aqui as histórias de algumas de nossas crianças

"Meu nome é Simoni, tenho 12 anos. Bem, desde quando eu era pequena sonhava em ter um computador, mas meus pais nunca tiveram condições de me dar um. No dia 5 de setembro de 2005 descobri que tinha câncer no ovário, e já está alastrado pelas trompas, boca do estômago e pelo vaso sanguíneo da perna direita.
A única solução era a quimioterapia, pois os médicos fizeram biópsia e não dava para tirar porque o tumor era muito grande. Se eu fizesse quimioterapia, o único rim que eu tenho poderia parar. Se tentasse a cirurgia eu ia ficar de 12 a 14 horas numa sala de cirurgia e corria o risco de ficar numa cadeira de rodas por muito tempo, então minha mãe preferiu a quimioterapia.
Quando eu fiz a primeira quimioterapia começou a cair todo o meu cabelo. Fiquei 60 dias internada no Hospital São José. Também fiquei em isolamento protetor. Entrei no hospital dia 5 de setembro e saí dia 5 de novembro.
Moro numa casa meio velha, e tenho 3 irmãos. Um tem 23 anos e se chama Maicom e mora com meus avós desde pequeno. Outro tem 16 anos e se chama Jonatan, ele mora com meu pai há pouco tempo. O outro tem 5 anos e mora comigo e com a minha mãe.
Logo depois de descobrir que tinha câncer conheci a Noeli da Casa do Adalto. Ela me deu um urso enorme. Tenho muita fé em Deus, pois foi ele quem me sustentou até agora
."

Simoni, janeiro de 2006
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"Em julho de 2002, Sara G. Malon foi apresentando o olho direito como se fosse "olho de gato", havia uma coisa como se tivesse pus no olho dela. Nós marcamos uma consulta com um oftalmologista, mas, como era pelo SUS, a demora foi grande. Nós não tínhamos consciência do tamanho da urgência que era o problema. Então, um dia estávamos no mercado, perto da minha casa, e a dona nos perguntou o que era que tinha no olho dela, e disse: "será que ela enxerga com esse olho?" Colocamos uma chave na frente dela e tapamos o olho bom. Eu perguntei: "Sara, você está enxergando o que a mãe tem na mão?". Ela disse que não.

Assim a gente descobriu que ela já tinha perdido a visão do olho direito. Nós tínhamos amizade com uma pessoa na Secretaria da Saúde. Telefonei para ela e pedi se havia possibilidade de ela conseguir adiantar a consulta com o oftalmologista. Na espera, fomos passear num sítio no final de semana e lá, Sara bateu o olho. Ela começou a ter dor e o sangue coagulou no olho. Naquela noite não dormimos, pois ela chorou a noite toda. Na segunda-feira, eu liguei novamente para a moça da Secretaria da Saúde e no dia seguinte conseguimos a consulta.

Quando chegamos no consultório, o médico mediu a pressão do olho dela, e estava bem elevada. Ele a medicou e encaminhou para exames. Foi feito ecografia, e ressonância magnética. Nós continuávamos não sabendo de nada. No dia em que fomos entregar os resultados dos exames. Eu imaginava que a Sara apenas iria começar a usar óculos, no entanto, a história era outra. O doutor me disse que ela estava com neoplasia, um tumor altamente maligno que se chama retinoblastoma. Disse que ela teria que fazer uma cirurgia para retirar o globo ocular e o tumor.

Imagine só, eu fui apenas receber uma receita de óculos, quase fiquei louca com essa notícia. Mas com muita fé em Deus, entreguei a Sara nas mãos Dele e dos médicos. A cirurgia da Sara aconteceu em outubro de 2002. Foi feito a retirada do globo ocular e do tumor, e implantada uma prótese interna, parecida com uma bolinha de plástico. Ela passou muito bem pela cirurgia.

Quinze dias após a cirurgia, o organismo da Sara rejeitou a prótese. Isso foi num domingo, quando ela estava se balançando na rede e a prótese saiu pulando no chão. Levei um susto e liguei para o doutor. Ele disse para eu ficar calma e levá-la para ele examinar. Foi necessária mais uma cirurgia. O doutor usou a parte branca do olho de um doador e envolveu na prótese. A cirurgia demorou muito mais do que a anterior, mas com a graça de Deus tudo deu certo.

A Sara não apresentava metástase. O tumor estava muito perto do cérebro. Depois das cirurgias veio o tratamento. Ela fez três seções de quimioterapia. Cada seção durou três dias, com intervalo de vinte dias. Após a quimioterapia, ela ficou sete meses sem tratamento, quando então foi encaminhada para a radioterapia, em Florianópolis, durante vinte dias.

Atualmente ela faz apenas acompanhamento com o médico oftalmologista, o Dr. Vinícius, que é como um segundo pai para a Sara. Queremos agradecer as mãos divinas desse médico abençoado e também ao oncologista Dr. Túlio.

Bom, essa foi a história da Sarinha. Tão pequena e já com muita coisa para contar."

Patrícia e Dorival, pais da Sara, janeiro de 2006
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"Tudo começou no dia 13 de julho de 2005. A Dany reclamou de dor nas pernas, dor de cabeça e febre alta. Eu e meu marido a levamos até o PA 24 horas e a pediatra disse que a causa da febre era a garganta, mandou fazer massagem e dar Tilenol se necessário. Dois dias depois, ao pegá-la no colo ela sentiu fortes dores no abdome. Ela adormeceu no sofá, mas estava ardendo em febre. Após o efeito do remédio minha filha acordou como se nada tivesse acontecido e brincou a tarde toda. À noite ela não conseguia dormir e disse que estava com dor no lado da barriga. Notei que tinha uma bolinha, e que estava diferente do outro lado. Ao fazer massagem, a Dany adormeceu.

No dia seguinte a levamos para o hospital e ao consultar com a Dra. Margarete, ela pediu para fazer o exame de raio-X. A doutora constatou que havia uma mancha escura, mas não dava para identificar o que era. Outro exame, um ultra-som, acusou um tumor. Entrei em choque, e chorei muito quando a Danyelle pediu que eu não a deixasse morrer. Ela teve que ficar internada, e eu fiquei com ela. A tomografia confirmou que era um Tumor de Wilms (nefroblastoma) localizado no rim direito, medindo 9,8 cm. Ganhamos alta e o retorno ao hospital estava marcado para o dia 30 de julho, para novos exames antes da cirurgia no dia 2 de agosto. Mas em casa ela caiu da cadeira e quando foi ao banheiro urinou sangue. A levamos novamente ao hospital, onde ficamos internadas para mais exames. Havia acontecido uma pequena hemorragia no tumor. Ela teve que tomar remédios para febre, mas como não passou, começamos a fazer compressas e banhos gelados. Ela precisou de transfusão de sangue, e ficamos internadas até o dia da cirurgia, sofrendo muito, mas com fé e esperança que Deus estava conosco.

A cirurgia iniciou às 7:15 da manhã e terminou às 11:30. A Dra. Aline me chamou e perguntou se eu queria ver o tumor que ela tinha tirado da Dany. Me assustei e chorando muito perguntei como era que aquilo tudo estava dentro da Dany. O tumor tinha crescido muito, estava do tamanho de uma maçã e pesando 988 gramas. Durante a recuperação da cirurgia, a Dany sentiu muita dor e teve reação alérgica aos medicamentos. Pedi a Deus que aliviasse a dor da minha filha. Já no dia 18 de agosto começaram as sessões de quimioterapia. Na segunda sessão veio a queda do cabelo, e com isso muita dor e sofrimento. Voltamos ao hospital e a Dany estava com pneumonia, muita febre e a imunidade baixa, precisando ir para o setor de isolamento.

Com a queda do cabelo, a Dany precisou de tratamento psicológico, pois não aceitava cortar o cabelo. Ela só aceitou se eu também cortasse o meu cabelo. Quando raspei o cabelo dela, veio o desespero, pois ela achava que ninguém mais iria gostar dela. Depois de começar a usar chapéu, ela foi se acostumando. Hoje já está na 13ª sessão de quimioterapia. O cabelo dela já está crescendo e ela está levando uma vida quase normal, sempre na certeza de que Deus não nos desampara e que Ele está acima de tudo. Hoje ela está mais gordinha e mais bonita, é uma menina muito calma, compreensiva e muito amorosa."

Ivone e Edson, pais da Danyelle, janeiro de 2006
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Vou contar um pouco a história do meu filho Douglas, que tem 4 anos.

Há um ano atrás, foi diagnosticado que meu filho tinha linfoma. Começou a fazer quimioterapia. Foi uma etapa muito difícil. Não precisou fazer cirurgia, só com a quimioterapia ele iria se recuperar.

Hoje ele está só na manutenção, faz uma injeção de 7 em 7 dias. Deus nos abençoou em tudo.

Há alguns meses conheci a Noeli, uma mulher maravilhosa que nos deu apoio, ajuda e principalmente amor. Hoje ela faz parte da nossa família.

Grasieli, mãe do Douglas, janeiro de 2006
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"Meu nome é Pamela Karoline de Sousa, tenho 12 anos e moro com meus pais e mais dois irmãos. Sempre fui uma menina com muita saúde e um lindo sonho na vida, ser médica cirurgiã. Meus pais sempre me deixaram ciente que eles não têm condições de pagar essa faculdade, pois o custo é muito caro. Por isso sempre caprichei muito nos meus estudos para realizar esse sonho.

No dia 20 de junho de 2005 veio o resultado da minha doença, que estava em investigação há um ano e meio. Nem por isso vou deixar de lutar pelo meu sonho. Eu senti que meus pais ficaram muito abalados, então vi que eu tinha que dar força para eles, e não eles para mim. Sempre com minhas brincadeirinhas faço eles sorrirem. Enfrento os momentos ruins sempre com eles ao meu lado e com muita fé em Deus.

O momento mais triste para mim foi quando o médico pediu para cortar meu cabelo, pois era uma das grandes belezas que eu tinha. Foi então que eu lembrei essa frase: "nunca fale para Deus que você tem um grande problema, mas fale para o seu problema que você tem um grande Deus", e assim eu fiz.

Estou lutando nessa guerra, para vencer com o apoio de minha família. Quero em primeiro lugar agradecer muito a Deus, por Ele estar sempre ao meu lado. Que ele abençoe e proteja sempre o Dr. Túlio, os outros médicos, e a enfermagem da pediatria do Hospital São José de Joinville. Eles cuidam de mim. Também agradeço a Casa do Adalto pelo apoio, dedicação e força nessa hora difícil."

Pamela, janeiro de 2006
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"A Larissa sempre foi uma criança com muita saúde. Até que um dia, aos 3 anos e 10 meses, começou a sentir dores nas pernas, ficou sem apetite e com febre. Achamos que podia ser anemia, mas o diagnóstico foi de leucemia linfótica aguda. Ficamos desesperados. A nossa única filha com uma doença tão grave.

Na época morávamos em Armazém, e ela foi encaminhada para Tubarão. De lá fomos para Florianópolis, onde ela começou o tratamento com quimioterapia, ficando internada por 17 dias. Depois da alta, fez tratamento no ambulatório por mais um mês. Pedimos transferência para Joinville, onde a Lari faz tratamento há um ano e quatro meses. Agora ela está fazendo apenas a manutenção. Graças a Deus a doença foi diagnosticada cedo.

Quando viemos para Joinville, ela foi muito bem recebida pelo Dr. Túlio. Só temos a agradecer, primeiramente a Deus, ao Dr. Túlio, e a Casa do Adalto, que nos têm assistido de várias maneiras."

Mirian e Jailson, pais da Larissa, janeiro de 2006
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"No ano de 2003, minha filha Suelen, aos cinco anos, foi acometida por uma enfermidade, ficando com as articulações inchadas, com dores e febre. Foram oito meses de tratamento sem sucesso e várias internações, com diagnóstico de artrite reumatóide. O caso se agravou, e ela teve que ser internada às pressas. Com seis anos de idade, ela estava muito debilitada e já havia perdido dez quilos.

A biópsia confirmou as suspeitas da equipe médica, a doença era LLA (leucemia linfótica aguda). Quando fiquei sabendo do resultado, foi como se tivesse sido arrancado uma parte de mim. Fiquei com um vazio no peito e perguntei se minha filha iria morrer. Pedi aos médicos que fizessem tudo para curá-la. Essa doença nos assusta muito. Mas existe um Deus no céu que tudo pode e não nos desampara.

As sessões de quimioterapia foram iniciadas com bons resultados. Suelen lutou pela vida e vai continuar lutando para vencer os obstáculos que fazem parte da nossa jornada. O tratamento continua. Hoje ela tem oito anos, é uma criança inteligente, e acima de tudo, muito feliz."

Roseli, mãe da Suelen, janeiro de 2006
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"Eu descobri o tumor da Milena quando fui dar banho nela, e notei que o lado esquerdo, em cima da virilha dela, estava inchado. Me assustei, e fui na escola dela perguntar se ela tinha caído e se machucado. Não tinha acontecido nada, então a levei no médico para consulta e a primeira suspeita foi de uma hérnia. Consultei outros médicos, foi feita uma biópsia e o resultado foi linfoma de Hodgkins.

Ela está fazendo tratamento no Hospital São José, em Joinville. Já fez quimioterapia e radioterapia, e agora vai fazer quimioterapia novamente. Ela está bem, e tem uma vida quase normal. Tenho muita fé em Deus que vai dar tudo certo. Nessa hora é muito importante acreditar e ter fé."

Marilda e Vanderlei, pais da Milena, fevereiro de 2006
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"Meu nome é Shirlene e tenho 13 anos. Vou contar um pouco da minha história. Dia 26 de dezembro de 2004 meus pais me levaram para o Hospital Regional com febre alta, fraqueza e manchas no corpo. Suspeitávamos que fosse meningite. A médica pediu um exame de sangue e para surpresa de todos constatou-se que era Leucemia Linfóide Aguda, num estagio avançado. No mesmo dia fui internada no Hospital São Jose para tratamento com o Dr. Túlio e a Dra. Deli. Desde o inicio eles falaram que não iria ser fácil pois, a doença estava muito avançada.

Dia 4 de janeiro dei entrada na U.T.I com parada nos rins devido a quimioterapia, ficando lá por 10 dias. Saindo da U.T.I fui para o isolamento para dar continuidade ao tratamento. Devido ao problema estou fazendo tratamento psicológico e psiquiátrico. Minha 1ª internação durou 39 dias, internei mais algumas vezes para fazer quimioterapia, e agora estou na manutenção.

Agradeço primeiramente a Deus por ter me dado esta chance de lutar pela minha vida. Agradeço ao Dr. Túlio e todos os médicos que cuidaram de mim, sem esquecer da equipe de enfermagem. Todos foram maravilhosos comigo e com minha família. Agradeço ao pessoal da Oncologia que ainda estão cuidando de mim."

Shirlene, fevereiro de 2006.
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Aniversários
2008
Maio e junho

Comemoração
Dia 21/06


* Danyelle
* Jaquelini
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* Helena
* Mayla
* Bruno K
* Pamela